26 julho, 2017

A necessidade de aprender continuamente


O perfil dos alunos mudou e é preciso acompanhar as mudanças para oferecer uma educação significativa para os alunos que hoje estão em sala de aula 

Todo dia é uma oportunidade nova para aprender. Essa afirmação serve para profissionais de todas as áreas já que a modernização de equipamentos, sistemas, processos, novas pesquisas vem acontecendo a quase a velocidade da luz. Mas para isso, é preciso que o profissional esteja sempre motivado e com disposição de aprender, atualizar conhecimentos e aprofundar competências.

De acordo com Alexandre Ventura, no livro "Educar aprendendo sempre", em virtude da dinâmica em todas as áreas da vida humana, defende que todos têm de aprender, adaptar-se, reconverter-se, redescobrir, reformular, mudar, ajustar-se, em função de necessidades. “A palavra de ordem é flexibilização. As estruturas têm se tornado menos importantes porque são cada vez mais transitórias. Impera a lei do descartável, do fugaz, do substituível e do temporário”.

Antigamente, era responsabilidade exclusiva do professor a função de ensinar os alunos, porém, de forma paradoxal, se o aluno não aprendesse, ele provavelmente teria algum problema de cognitivo. No dias de hoje, nota-se uma alteração da responsabilidade da escola e do professor, para as famílias e os alunos. “As famílias, confrontadas com um mercado de trabalho mais competitivo, mobilizam mais recursos que robusteçam as possibilidades de sucesso dos filhos na fase acadêmica e, posteriormente, nas fases profissionais e sociais de suas vidas”, afirma Ventura.

Aluno, principalmente os de camadas mais elevada da população, sentem a pressão para que seus resultados sejam positivos, buscando formas de atingir seus objetivos. Eles utilizam ferramentas disponíveis nas escolas, mas correndo por fora para reforçar suas chances de serem bem-sucedidos. Por isso é crescente a demanda de aulas particulares e cursinhos.

É importante ter em mente que os alunos contemporâneos estão sempre em busca de mais conhecimentos, visto a quantidade de recursos disponíveis e de forma gratuita. Segundo Ventura, nunca, ao longo da história da humanidade, foi tão fácil aprender para quem quer efetivamente fazê-lo. 


“Mas se a escola for espaço de socialização para a submissão intelectual e o mimetismo, onde os alunos sejam habituados a que alguém lhes diga o que fazer, como fazer e quando fazer, estes tenderão a manifestar o mesmo tipo de indolência e falta de responsabilidade na vida adulta”.


Essa mudança de responsabilidades direcionado aos alunos e a família, torna necessário uma alteração de pensamento por parte da escola. Os professores precisam repensar seu papel.

“É o aluno que tem de desenvolver suas competências de estudo, autonomia e capacidade decisória. Como se estivesse em um restaurante à la carte, compete ao aluno analisar as múltiplas e dinâmicas opções que lhe apresentam, muitas delas de maneira cada vez mais agressiva e marqueteira. Ele deve tentar antecipar a evolução do mercado de trabalho, definir uma estratégia que concilie suas intencionalidades como a possibilidade de obtenção de emprego e ser disciplinado no prosseguimento da estratégia passada. Nessa perspectiva, o aluno tem de estar sempre aprendendo, e o professor tem de adotar essa mesma postura para poder ajudar o aluno a aprender e para lhe dar exemplo”, finaliza Ventura.

Postar um comentário

Whatsapp Button works on Mobile Device only

Digite o que procura e pressione Enter para pesquisar